Cuidado Raro

Programa de Suporte ao Diagnóstico

Apoio para a investigação clínica de doenças raras

Para que serve o PSD?

O Cuidado Raro disponibiliza aos pacientes dos médicos cadastrados acesso a exames específicos para investigação da Síndrome de Dravet e da Miastenia Gravis generalizada — duas condições raras que impactam a qualidade de vida dos pacientes.1,2

O programa orienta o médico sobre a solicitação desses exames ao longo do processo, com o objetivo de tornar a jornada diagnóstica mais ágil.

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Síndrome de Dravet - Exame genéticoMiastenia Gravis generalizada - Exame sorológico

Síndrome de Dravet: como a avaliação genética pode ajudar?

Uma parte significativa das doenças raras tem origem genética e isso pode influenciar como essas condições se manifestam ao longo da vida.3

Em alguns cenários, os testes genéticos podem ser usados para esclarecer suspeitas clínicas e apoiar a tomada de decisões relacionadas ao cuidado.3

Nessas situações, diferentes métodos de análise do DNA podem ser usados para identificar possíveis alterações e contribuir para a compreensão do quadro.3

72%

das doenças raras são de origem genética3

Mutações genéticas na síndrome de Dravet

Na síndrome de Dravet, mais de 80% dos pacientes apresentam alterações no gene SCN1A, responsável pelo funcionamento de canais de sódio envolvidos na excitabilidade neuronal.4

Diante de suspeitas da doença, a investigação genética do SCN1A pode apoiar o diagnóstico e orientar o cuidado.4

O mapeamento é realizado por meio de tecnologias modernas de análise do DNA.4

Entre elas estão os painéis de genes direcionados, que avaliam genes relacionados a epilepsias e encefalopatias, e o sequenciamento completo do exoma, que examina regiões codificadoras de proteínas e amplia a detecção de alterações relevantes.4

Miastenia Gravis: como a avaliação sorológica pode ajudar?

A Miastenia Gravis generalizada é uma doença autoimune que afeta a junção neuromuscular, resultando em fraqueza muscular flutuante e fadiga.5,6,7

Os sinais podem variar em intensidade e se apresentar de forma intermitente.5,6,7

Em cenários de suspeita clínica, a pesquisa de autoanticorpos específicos no sangue pode contribuir para a confirmação diagnóstica e apoiar a tomada de decisões relacionadas ao cuidado do paciente.8,9

75% a 85%

dos pacientes com Miastenia Gravis apresentam anticorpos anti-AChR.10

Marcadores sorológicos na Miastenia Gravis

Diante de um histórico clínico sugestivo que envolva os sintomas abaixo, a pesquisa de anticorpos anti-AChR e anti-MuSK pode apoiar a investigação diagnóstica.5,8

Sintomas sugestivos:5

Ptose
Diplopia
Fraqueza muscular

Na prática clínica, os anticorpos anti-AChR e anti-MuSK estão entre os principais marcadores sorológicos avaliados.9

Um resultado positivo para anti-AChR, em pacientes com quadro clínico compatível, contribui de forma relevante para a confirmação diagnóstica.9

A pesquisa de anticorpos anti-AChR e anti-MuSK pode ser realizada de forma concomitante, possibilitando uma investigação sorológica abrangente sem etapas dependentes entre si.

Como o programa pode ajudar?

Médicos cadastrados podem solicitar testes para seus pacientes quando houver suspeita clínica de SD e MG e contar com orientação ao longo do processo*.

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  1. SCIANCALEPORE, F. et al. Prevalence, Incidence, and Mortality of Myasthenia Gravis and Myasthenic Syndromes: A Systematic Review. Neuroepidemiology, Basel, 2024. DOI: 10.1159/000539577.
  2. SULLIVAN, J. et al. A systematic literature review on the global epidemiology of Dravet syndrome and Lennox–Gastaut syndrome: Prevalence, incidence, diagnosis, and mortality. Epilepsia, v. 65, p. 1240-1263, 2024. DOI: 10.1111/epi.17866
  3. FAYE, F. et al. Time to diagnosis and determinants of diagnostic delays of people living with a rare disease: results of a Rare Barometer retrospective patient survey. Eur J Hum Genet 32, 1116–1126 (2024). DOI: 10.1038/s41431-024-01604-z.
  4. FAN, H. et al. Clinical and Genetic Features of Dravet Syndrome: A Prime Example of the Role of Precision Medicine in Genetic Epilepsy. International journal of molecular sciences vol. 25,1 31. 19 Dec. 2023. DOI: 10.3390/ijms25010031.
  5. LI, Y. et al. Myasthenia gravis: clinical features and diagnosis. Cleveland Clinic Journal of Medicine, v. 80, n. 11, p. 711–721, 2013.
  6. CONQUER MYASTHENIA GRAVIS. Sintomas. Disponível em: https://www.myastheniagravis.org/about-mg/symptoms/. Acesso em: mar. 2020.
  7. JUEL, V. C.; MASSEY, J. M. Myasthenia gravis. Orphanet Journal of Rare Diseases, v. 2, p. 44, 2007.
  8. MERIGGIOLI, M. N.; SANDERS, D. B. Myasthenia gravis: diagnosis and management. Expert Review of Clinical Immunology, v. 8, n. 5, p. 427–438, 2012.
  9. ILHUS, N. E. et al. Myasthenia gravis. Nature Reviews Disease Primers, v. 5, p. 30, 2019.
  10. GERISCHER, L. et al. BioDrugs, v. 39, n. 2, p. 185–213, mar. 2025.